TARÔ E PSICOLOGIA Observando por um ângulo mais audacioso

 

TARÔ E PSICOLOGIA
Observando por um ângulo mais audacioso, podemos perceber que as cartas do tarô estão ligadas também a alguns tópicos da psicologia, uma vez que podem subsidiar aconselhamentos e avaliações neste âmbito, não desprezando a questão das verdades espirituais. Seu simbolismo tanto pode servir a um ponto de vista quanto a outro. Carl Jung reconheceu abertamente que o tarô tem suas origens nas imagens dos arquétipos do inconsciente coletivo, e elaborou um estudo sobre isto. Ainda, segundo o depoimento do Dr. Liz Greene " as cartas do tarô refletem a direção e as motivações mais profundas do inconsciente.

ORIGENS DO TARÔ
As origens do tarô são ainda obscuras, as cartas mais remotas parecem ter origem no século XIV, na Europa. Os desenhos das cartas fascinavam os artistas, historiadores da arte e investigadores do ocultismo, além de intrigá-los com o poder de suas imagens simbológicas. No entanto, não se deve desconsiderar a influência do "Livro Thot" do Egito, em relação à simbologia.

O TARÔ DE MARSEILLE
O tarô de Marseille, assim como muitos outros tarôs (cigano, boêmio, egípcio, astrológico, etc.) é composto de 22 cartas, ricas em símbolos alegóricos, as quais chamamos "arcanos maiores". Essas diferentes lâminas são ordenadas num esquema evolutivo que ilustra as variadas etapas emocionais e materiais que o homem pode experimentar em sua vida. Este caminho começa com a carta n.º 1 , o Mago, que representa a iniciativa, e termina com a carta n.º 21, o Mundo, que representa a plenitude. A 22a. carta, o Louco, é uma nova viagem que tem a ver com uma outra dimensão. O tarô de Marseille é tido como o jogo mais tradicional ao longo dos tempos.

Todos os homens, qualquer que seja sua cultura ou civilização, compartilham das mesmas emoções comuns, passam pelas mesmas provações e conhecem as mesmas contradições. Todos eles se autoquestionam, todos procuram saber de que será feito o amanhã. E, naturalmente, cada civilizaçao oferece meios divinatórios peculiares, com mais ou menos êxito, de aliviar essas dúvidas. O I Ching e o tarô de Marseille são, sem dúvida, os dois meios com maior comprovação de sucesso e também os mais praticados.

O futuro é o resultado de nossa ação presente, a conseqüência dos atos que se desenvolvem na situação atual. A dificuldade reside no fato de perceber e compreender os signos do presente, que permitirão uma determinada previsão do que está por vir. Tais signos são captados e memorizados pelo subconsciente. Tudo está escrito aguardando ser decifrado. Por essa razão, faz-se necessário o uso de uma linguagem que permita a tradução desses signos, a compreensão da natureza das informações contidas no presente.

O tarô de Marseille é uma linguagem suficientemente rica para responder aos imperativos da vida e servir de método prognóstico, mas não adivinhatório. Como toda linguagem, também possui seus limites e por vezes precisa de práticas suplementares para sua elucidação, como o I Ching e estudos astrológicos, por exemplo. Assim como um espelho que reflete a imagem que o olha, o tarô exprime o estado de nossas fontes internas e do nosso potencial diante das situações de impasse. Ele permite melhor compreender os elementos do presente e, por conseguinte, prevenir o porvir.

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